Morre Peppino di Capri, ícone da canção italiana que amava o Brasil, aos 86 anos
Cantor e pianista morreu neste sábado (11) em Capri, na Itália. Dono de clássicos como "Champagne" e "Roberta", ele considerava o Brasil sua "segunda casa"
- Categoria: Música
- Publicação: 14/07/2026 09:14
- Autor: Redação
Morreu neste sábado (11), aos 86 anos, o cantor e pianista italiano Pepino Di Capri, nome artístico de Giuseppe Faiella. A informação foi confirmada pelo jornal italiano Il Mattino.
Um dos maiores nomes da canção italiana do século XX, ele faleceu em Villa Castiglione, na ilha de Capri, no golfo de Nápoles, lugar onde nasceu e viveu.
Com mais de 60 anos de carreira, o artista vendeu cerca de 35 milhões de discos e deixou um repertório de aproximadamente 500 músicas.
Peppino completaria 87 anos no próximo dia 27 de julho. A causa da morte não foi confirmada. Ele deixa os filhos Igor, Edoardo e Dario.
Na voz do pianista refinado, "Champagne" tornou-se um cartão de visita internacional e segue como faixa obrigatória em qualquer retrospectiva de sua obra.
Carreira
O nome de Peppino di Capri ganhou projeção internacional nos anos 1970, período em que venceu duas edições do Festival de San Remo e uma do Festival de Nápoles.
Dessa fase são canções como "Un Grande Amore E Niente Più", outro clássico que atravessou gerações e ajudou a consolidar seu romantismo napolitano.
Amor pelo rock
O romantismo, porém, não foi a primeira escolha do músico. As aulas de piano clássico na adolescência logo deram lugar ao palco, quando ele passou a tocar no Duo Caprese, ao lado do baterista Ettore Falconieri, ainda na década de 1950. Ali nasceu o desejo de seguir carreira no rock.
Mais tarde, com um guitarrista e um saxofonista, o grupo se transformou nos Capri boys, inspirados por Pat Boone e Buddy Holly. A banda gravou alguns discos e chegou a abrir um show dos The Beatles, mas se desfez no fim dos anos 1960.
Nova identidade
Dali em diante, o artista assumiu de vez a mistura de rock com música napolitana que marcaria sua identidade, como em "Roberta".
Amor pelo Brasil
A relação de Peppino com o Brasil foi um capítulo à parte. Em 2019, ele se apresentou em Brasília e dividiu o palco com Zizi Possi.
Na ocasião, declarou seu carinho pelo país: "Vir ao Brasil é sempre um prazer, considero o Brasil como minha segunda casa, pela simpatia, amabilidade e carinho com que sou tratado por aqui", afirmou.
O artista contou ainda que se encantou com a capital: "Achei Brasília uma cidade particular, com uma arquitetura incrível, tirei muitas fotos, inclusive".
Última aparição
A última aparição pública do músico havia sido em maio, quando participou da festa de 90 anos de sua irmã, Margherita. O funeral está marcado para a tarde deste domingo (12), às 17h, na antiga Catedral de Santo Stefano, na Piazzetta de Capri.
A morte de Peppino di Capri se soma a um ano de despedidas de grandes vozes internacionais, como mostramos quando noticiamos a morte de Peabo Bryson.
Ele deixa uma marca eterna na memória coletiva italiana.
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